Entrevista com Simone Lessa sobre o AKC - CBA - Comissão Brasileira de Agility
Entrevista com Simone Lessa sobre o AKC
Notícia publicada dia: 16/02/2010
&fsPela primeira vez, tivemos uma dupla brasileira nos representando no AKC Invitational, uma das maiores provas de Agility do mundo. Nossa representante foi a Simone, que junto à Hera tiveram excelentes resultados. Confira agora uma pequena entrevista que fizemos com a Simone.

CBA: Simone, você foi a primeira brasileira a competir no AKC Invitational. Como foi a competição para você?
Simone: Renan, como fomos a primeira dupla brasileira a competir neste evento, a competição foi um grande aprendizado.Tentar entender as regras, não sabia quem eram os meus concorrentes, os obstáculos diferentes, foi uma grande experiência.

E fiquei fascinada pela quantidade de raças diferentes fazendo Agility, diferente daqui que temos somente os Border Collies e Shelties. É muito interessante.

CBA: Quais foram seus resultados?
Simone: Nós competimos em 4 pistas, sendo 2 pistas de Jumping (JWW- Jumping with weaves) e 2 pistas de Agility (Standard), na categoria 16 polegadas havia aproximadamente 100 cães.

Nossos resultados foram: No primeiro Jumping, o 85º lugar (em função do refugo da Hera devido aos obstáculos diferentes do nosso), no primeiro Agility ficamos com o 6º lugar, no segundo Jumping com o 9º lugar e no segundo Agility com o 6º lugar. Ficamos em 41º lugar ao final. Se não tivéssemos tido os refugos estaríamos entre os 10 classificados para a final.

Abaixo segue o link dos resultados:

Resultado final:
http://www.akc.org/events/agility/invitational/2009/results.cfm

O número da Hera é 16230.

CBA: Como é uma prova desse porte?
Simone: Para esta prova são convocados apenas 5 melhores cães de cada raça. Os cães competem de acordo com a sua categoria: 8, 12, 16, 20 e 24 polegadas. Em média há 100 cães por categoria, perfazendo um total de 500 cães para esta prova.

Há um match na sexta-feira como se fosse um “warm-up”. E no final de semana todos os cães fazem as 4 pistas pré-estabelecidas. Somente o cão que completar as 4 pistas sem faltas e no melhor tempo, estará classificado para a final. Somente um cão de cada raça poderá competir na final. Nos resultados há uma classificação por raças e suas colocações.

CBA: Existiam muitas diferenças nas regras? Se sim, como foi a sua adaptação e da Hera?
Simone: Além de alguns obstáculos diferentes, competimos numa pista em que se iniciava pelo túnel e também fizemos uma pista que eles chamam de “Hybrid”, não tem a passarela, somente a gangorra e a rampa. A pista tem a medida de 30x30, é um quadrado. A montagem da pista é feita sob medida por voluntários, eles colocam uma régua e vão demarcando aonde irão os obstáculos. O que se vê no papel é exatamente o que foi montado.

O resultado é on-line e depois deixam as pastas com folhas impressas conforme as categorias disponíveis para verificação dos resultados.

No reconhecimento de pista, há um geral em que todos entram e depois 10 minutos para cada grupo, na nossa categoria havia 2 grupos.

Não há chamada de pré-pista, você tem que efetuar o “check-in” antes da prova, senão está desclassificado e ficar atento a ordem de entrada.

Você pode fazer a pista com a coleira no cão, mas jamais sair sem a guia, mesmo com o cão no colo.

Se tivéssemos tido tempo para um treino antes da prova, acredito que a Hera não teria problemas. O “warm-up” é um match definido com 30 segundos e não um treino em que você pode definir o que fazer.

CBA: As pistas do AKC foram mais “abertas”. Para você, que está acostumada com as pistas mais “travadas” do Brasil, ter pistas mais abertas foi uma vantagem ou desvantagem para a Hera?
Simone: Em função da trajetória da Hera as pistas mais abertas permitem uma performance melhor.

CBA: Como foi a recepção dos demais competidores e da organização ao saber que você era do Brasil? Havia muitos competidores de fora dos Estados Unidos?
Simone: A recepção foi legal. Tivemos um jantar pago pela organização para todos os competidores internacionais com direito a apresentação. A equipe do Canadá foi extremamente receptiva, nos apoiando na maioria de nossas dúvidas. Os americanos foram gentis, porém sempre do jeito deles. Nesta competição havia cães de todos os estados do EUA e dos países internacionais, o Canadá que participa pela quarta vez, o Japão e o Brasil pela primeira vez.

CBA: Você teve sua primeira competição internacional no ano passado, ao conseguir o 4º lugar por times no Américas & Caribe Open e o 3º lugar individualmente no Américas & Caribe da FCI. Isso influenciou na sua decisão de ir ao AKC com a Hera?
Simone: Não. Sempre quis participar de uma competição nos EUA, quando surgiu a oportunidade decidimos ir. Queria conhecer de perto a relação que eles têm com os cães.

CBA: Você pretende ir ao Américas & Caribe 2010, no Chile?
Simone: Por motivos profissionais, não conseguirei ir ao Chile.

CBA: Pretende voltar ao AKC no final desse ano?
Simone: Sim, porém não tenho nada confirmado.

Agradecemos a Simone por ter representado o Brasil nessa competição e por nos conceder essa entrevista.

Veja abaixo os vídeos:








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