<b>Nova geração - Marco Magiolo</b> - CBA - Comissão Brasileira de Agility
Nova geração - Marco Magiolo
Notícia publicada dia: 14/04/2011

Por Miguel Ferigatto

Como acordado com Henrique, coordenador da CBA, nossa idéia para matérias do site seria abordar as histórias e passagens dos agilitistas brasileiros. Além dos desbravadores, não poderiamos deixar de conhecer e ouvir as histórias daqueles que estão a menos tempo, porém, não menos apaixonados pelo Agility.

Depois de falarmos sobre o delicado momento da aposentadoria com Dan e Eduardo, abrimos espaço para falar um pouco de quem creio eu, ser um dos maiores representantes da nova geração: Marco Magiolo.

Vejo a cara de nova geração em Marco porque além do pouco tempo em provas oficiais, sua escola tem revelado um número expressivo de novos competidores.

Marco é veterinário, agilitista e proprietário da Cãopetição, não necessariamente nessa ordem. Mesmo com pouco mais de três anos, quem em nosso meio ainda não viu os agilitistas uniformizados de verde-limão nas etapas dos campeonatos regionais e nacionais? Uniforme que se estende a reluzentes chuteiras na cor oficial da escola. Alguns chamam de caneta marca texto, outros de vaga-lumes, mas o fato é que eles se destacam no ambiente de provas.

Marco trabalhava com adestramento de cães e se encantou pelo Agility acompanhando algumas competições exibidas em 2003 pelo Animal Planet. O interesse foi tamanho que pretendia cursar especialização com foco em cães de esporte, mas logo constatou que esse curso não havia chegado ao Brasil.

No ano seguinte teve a oportunidade de atuar como veterinário no Pet Center Marginal, oportunidade que lhe permitia observar alguns agilitistas que treinavam no estacionamento local. Entre esses estavam, Eugenio e Felipe Minet, Dan Wrobleski e Leonardo Ogata.

O interesse crescia e passou a externar a paixão que nascia treinando sua Cocker Drika com obstáculos improvisados em sua própria casa. Segundo Marco, foi a chegada de Flecha (Border Collie), que fez com que as coisas realmente se tornassem sérias. Flecha o levou a cursar Adestramento e Agility com Dan, Eugenio e Leonardo, além dos treinos na antiga pista da Dog World em Cotia. Porém a distância o incomodava e foi aí que começou, sem mesmo ter espaço e endereço, a comprar seus primeiros obstáculos. Conta que em 2006, quando comprou de Edu sua primeira gangorra, o local de entrega foi a garagem de sua casa.

Depois de vender a idéia do Agility à seus alunos de adestramento, começaram a treinar em praça pública. A pista era montada no início e dosmantada no término de cada treino. Os obstáculos eram transportados numa Fiorino, mas com o crescente interesse dos alunos de adestramento pelo Agility, foi necessário conquistar um espaço e endereço fixo. O aluguel de uma área de estacionamento no bairro de Rudge Ramos em São Bernardo do Campo tornou-se a primeira sede da Cãopetição.

Em condições ainda precárias, Marco não desanimava e persistia em busca de seu sonho, sonho que começou a se realizar com apoio de seu pai. Com sede própria, nascia oficialmente em 2008 a Cãopetição de Santo André e assim passou a oferecer a seus alunos uma ótima estrutura para treinos. Nesse mesmo ano, Marco com Flecha entraram pela primeira vez em prova oficial, debutaram na Copa CBA. Ao longo desse ano, a escola passou a contar com quinze duplas, quatro delas competindo oficialmente.

Para coroar o ano de 2008, Brown (Border Collie) chega para formar uma grande dupla e Marco depositou nele toda sua confiança para o futuro.

A escola continuou crescendo no ano de 2009 e dobrou o número de alunos, consequentemente os títulos nas categorias iniciantes começaram a aparecer.

No ano passado, Marco com Flecha chegaram ao Grau 2 e com Brown, sua maior aposta, Marco rapidamente chegou a elite, ou melhor, conquistaram seu espaço entre as duplas Grau 3.

A paixão de Marco pelo Agility se tranformou em escola permitindo que a paixão se multiplicasse por cerca de cinquenta duplas que treinam hoje na escola. Como tudo que é feito com amor só pode dar certo, os Matchs realizados na Cãopetição recebem uma média de trinta e cinco duplas, vinte delas em condições de competir oficialmente. Um sucesso!


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