<b>Artur Pires</b> julgando em Portugal - CBA - Comissão Brasileira de Agility
Artur Pires julgando em Portugal
Notícia publicada dia: 18/03/2013
Artur Pires é natural de Portugal, mas como árbitro é brasileiro, uma vez que formou-se aqui no Brasil para desempenhar tal função. Há pouco esteve em Portugal julgando duas competições e respondeu algumas perguntas compartilhando um pouco da sua experiência.

CBA - Artur, quais campeonatos e categorias vc julgou agora na europa? Artur Pires - As duas provas que julguei foram em Lisboa uma etapa, a outra foi julgada pelo meu amigo Filipe Vilhena, do campeonato sul do CPC a convite do meu amigo Luis Narciso e no Porto julguei duas etapas da Copa ibérica de Agility convite do meu amigo Filipe Vilhena. Em ambos os casos julguei as três categorias , grau 1, grau 2 e grau 3.

CBA - Eles lhe pediram algo em especial na montagem de suas pistas?
Artur Pires - Para a grande maioria dos competidores de ambas as provas, o Artur Pires árbitro era uma novidade, embora a internet mostre mais ou menos o estilo de cada juiz, é sempre uma incógnita o que se apresenta. No meu caso nada de especial me foi pedido, aliás com nunca foi. Apresentei pistas que  já havia colocado aqui no Brasil, ao meu estilo, rápidas,  fluidas mas técnicas, onde a leitura da pista é muito importante.

CBA - Você já não presenciava o agility em Portugal e Espanha já faz um tempinho, o que mudou?  Como está o Agility nestes países?
Artur Pires - Poderei falar mais de Portugal já que ambas as etapas foram em Portugal e de Espanha apenas algumas duplas, o que não dão para aferir o agility do pais, mas mostraram algumas duplas a ter em conta.

Encontrei basicamente os mesmos condutores que já no meu tempo sobressaiam.Com outros cães, outros estilos de condução. Falta quantidade e principalmente um grau 1 melhor já que o grau 1 é o futuro. Talvez falte uma categoria iniciante para ir metendo duplas em competição, talvez....

Talvez falte uma comissão... mas isso só quem lá está poderá falar, pois é difícil dar opinião em causa alheia. Gente com capacidade existe.

CBA - Gostou em especial de alguma dupla?
Artur Pires - Tem algumas duplas que me deixaram uma impressão muito agradável. Alguns cães com bom potencial  e dois condutores, para fugir aos craques habituais eu destacaria. Belmiro Sousa, Portugal e Júlio Freire de Espanha. O primeiro uma novidade para mim, foi a primeira vez que o vi em pista e o segundo, velho amigo, pelo avanço técnico que apresenta.

CBA - Quais as novidades de treinamento e condução você pode observar?
Artur Pires - Sempre disse que na Europa não existe pressa em colocar um cão para competir. Por isso o trabalho é feito em outro ritmo. Um exemplo qualquer dupla eliminada pode terminar a sua pista, a treinar, treinar mesmo com brinquedo comida etc, aproveitando para tirar o máximo partido da situação. Claro que estamos a falar de provas de cinquenta cães e portanto uma situação impensável para aqui, ou não, mas que sem duvida traz resultados e eu mesmo vi de uma prova para a outra, outra situação é a liberdade que os condutores dão ao cão em determinados trechos do percurso o que aliás hoje virou uma tendência mundial. A maior novidade é a maneira como todos parecem treinar running contacts.

CBA - Com tantos anos de agility e arbitragem e toda sua experiência internacional, o que você viu de novo e como estão as duplas brasileiras frente as duplas que você teve a oportunidade de julgar?
Artur Pires - De novo, quase todos os condutores mais experientes e alguns novos com bons cães mas ainda um pouco inexperientes como dupla, a fazerem conduções ,modernas onde se ajuda o cão em determinados pontos e onde se deixa o cão trabalhar sozinho em outros. Em pistas rápidas, mas técnicas com as minhas e do Filipe pode-se ver isso perfeitamente.

Comparar é um pouco difícil, e apenas posso comparar as duplas de Portugal, em que vi praticamente todas. Existem duplas Portuguesas que fariam boas provas no Brasil e dariam muito trabalho ás nossas melhores duplas, sem duvida alguma, mas num todo o agility Brasileiro está mais evoluído, mais duplas, mais duplas com melhor qualidade, melhor organização.

Abaixo dois percursos julgados por Artur Pires na PetFil
Retirados do site do Hugo Santos - Just Agility


CBA - Alguma sugestão para nossos coachs e praticantes do agility brasileiro (depois do contato com os condutores da Europa)?
Artur Pires - Conseguir trabalhar uma autonomia maior do cão, em determinadas partes das pistas inclusive contatos. Running contacts é a palavra de ordem.

CBA - Foi apresentado o novo pneu, no último final de semana do XIVBR.  Explica pra gente o que muda e o que as duplas deverão estar atentas?
Artur Pires - O pneu pela sua situação rígida, tem sido o grande responsável por algumas cenas menos agradáveis para os cães.Com o pneu desmontável isso vai ser muito atenuado já que com o impacto ele abre e assim impede o animal de uma pancada mais forte.

O que muda no julgamento. Se o cão passar pelo pneu e este se abrir, sinônimo de que o cão bateu nele, será marcada uma falta, igual ao derrube de uma vara. Se o cão bateu no pneu , mas não o ultrapassou, mas com isso o pneu se abriu e o juiz marcou o refugo, tendo o cão  de voltar a fazer o obstáculo, será marcada destruição de obstáculo e a dupla eliminada.

Por ter sido pensado para preservar o cão, mesmo com algumas criticas que sempre vão surgir, eu apoio incondicionalmente esta alteração, embora para já não seja obrigatória a sua utilização.

CBA - Obrigado Artur pela entrevista e o epaço fica a sua disposição:
Artur Pires - Gostaria de dizer que foi um prazer e uma alegria muito grande ter estado de novo com essa família Ibérica do agility. Rever grandes amigos e com eles fazer aquilo que tanto gosto, agility foi de uma grande emoção. Torço por vocês, pelo vosso esforço .pela dedicação e  pelas vossas conquistas.


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