<b>Regina Aoki fala sobre o Cachorrada VIP</b> - CBA - Comissão Brasileira de Agility
Regina Aoki fala sobre o Cachorrada VIP
Notícia publicada dia: 16/04/2013

CBA: Como funciona o Cachorrada VIP?
Regina Aoki: A equipe da terceira edição da Cachorrada VIP foi composta por cerca de 40 pessoas. O time de adestradores foi composto por trêsprofissionais: o Orisval Lara (líder do time) de Sorocaba,  Fabio Bueno (também de Sorocaba) e eu (de Jundiaí). 

O Lara e o Fábio participam de provas de obediência, proteção e faro, ambos tem cães graduados, e eu sou uma apaixonada por agility e por truques caninos. Iniciamos os treinos um mês antes do início do quadro, com os donos (VIPs) e seus cães (que não tinham tido aulas de adestramento anteriormente).

Por experiência das edições anteriores que participamos (Lara e eu), sabíamos que haveria uma prova de obediência, uma de obstáculos de Agility, outra com a participação do pônei e talvez uma de truques, inseridas numa estorinha ou um GRANDE desafio.

Conhecemos praticamente o conteúdo dos desafios na semana anterior à apresentação das duplas ao vivo e as duplas cinco dias antes do programa.O elemento surpresa, (que também é  surpresa para nós) só no dia do ensaio do quadro, três horas antes do inicio do programa. (Nada estressante né...!).

CBA: Como são os treinos?
Regina Aoki: Os treinos aconteceramem um estúdio montado em uma casa dentro do Projac por cerca de 50-60 minutos diariamente, inclusive aos sábados.Eum ensaio de 10 minutos para cada dupla no palco nos dias da apresentação e tivemos treinos de adaptação ao palco em 3 ocasiões(simulando o programa ao vivo).Tivemos uma gravação externa em um haras, várias sessões de fotos para os VIPs, entrevistas para o vídeo show e gravação das chamadas para o quadro, sempre com a participação de um de nós.

CBA: Como treinar em tão pouco tempo?
Regina Aoki: Cada um da equipe dos adestradores tem linhas de adestramento diferentes, portanto, nós nos completávamos (sem demagogia, já que o tempo era curto). Mas sabemos que sessões curtas de treino, com poucos erros na apresentação da habilidade, com muito controle e foco  e  muita recompensa pelo acerto são a chave para um bom treinamento e essa foi a filosofia utilizada.

Como já aconteceu nas edições anteriores, o uso das recompensas não é muito bem vista pela direção do programa, dos jurados assim como pelo público em geral então o maior desafio para essa edição foi já iniciar os trabalhos com uma estação de recompensa(que não tínhamos certeza se funcionaria em cães com pouca experiência de adestramento) e no caso de indução com petiscos, retirá-lo precocemente.

Outro desafio que tivemos nessa edição foi tentar treinar o elemento surpresa (que era surpresa para nós também).Por exemplo treinar o fica com várias distrações, treinar alguns obstáculos de agility com objetos próximos ou casacos colocados sobre os tuneis(que tínhamos certeza que seriam cenografados), passar por baixo de uma mesa e treinar um trança nos pés da mesa (pensando em que talvez pudessem pedir para os cães passarem por baixo do pônei, o que de fato pediram).

CBA: Qual a maior dificuldade no treino dos obstáculos de agility?
Regina Aoki: É necessário que existam erros nos treinos para que essas cenas sejam editadas e apresentadas no programa, então, antes da apresentação dos obstáculos, nos foi pedido, que deixássemos que os VIPs, se virassem para conseguir ensinar o obstáculo.Conseguiram cenas ótimas com os VIPs entrando no túnel, pra chamar o cachorro, cachorro correndo do dono, depois de um salto, mas aconteceram alguns acidentes tipo queda da passarelinha, queda da gangorra e esses acidentes atrapalham no treino, já que o cão tem um histórico desagradável no obstáculo.  Outra dificuldade que tivemos é a que nós agilitistas e agiliteiros temos... é conduzir de forma correta, seja no posicionamento corporal na indicação do obstáculo.

CBA: Pediram alguma coisa especial para os desafios?
Regina Aoki: Diferente do que a gente quer (que todos executem os comandos, os truques ou os obstáculos de forma correta, tudo certinho, redondinho), a direção do quadro e do programa gosta da variedade da execução, se todos errarem, ou se todos acertarem é ruim como espetáculo de tv, um pode fazer tudo certo, mas não todos.Portanto, quando todos executavam corretamente a prova no treino, pediam para a gente dificultar um pouco a prova ou já sabíamos que iam bolar alguma dificuldade no elemento surpresa.Felizmente nós treinamos muitas variáveis, então a diversidade da execução das provas foi ou por diferença racial (dos cães) ou falta de treino para aquele determinado cão ou falta nos treinos.

CBA: Como foi a experiência, o que mudou das outras edições?
Regina Aoki: Sair da zona de conforto,  morar fora de casa,  voltar a morar em um apartamento, trabalhar com pessoas desconhecidas e com atividades completamente diferentes da nossa, treinar cães de VIPs, conviver com VIPs.Treinar habilidades que nunca teríamos oportunidade e socializar nossos cães em ambientes muito diferentes do nosso, sempre causam um stress, mas sobrevivemos, conhecemos novas pessoas, algumas já são boas amigas,  meus cães se comportaram super bem (exceto os latidos), aprendí muita coisa nova sobre tv, sobre tecnologia de imagem e som. Fora o cansaço deu tudo certo...

Na semana em que soubemos que a quadro teria seu término antecipado, fiquei frustrada, mas durante os treinos da última semana, uma nova equipe nos  motivou, treinamos descer pela tirolesa em 4 dias e o elemento surpresa foi  fazer os cães pularem lá de cima em apenas doistreinos. Felizmente dois cães, a Gaia do Fiuk e a Rosinha do Carmo Dalla Vecchia, conseguiram no palco e tenho certeza que se nós tivéssemos maisalguns dias teríamos todos os cães saltando lá de cima. Portanto o saldo positivo que levo é que tudo é possível, quando temos cães bem motivados e o treino bem orientado.


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