<b>XIVCBR:</b> ranking iniciantes - entrevistas - CBA - Comissão Brasileira de Agility
XIVCBR: ranking iniciantes - entrevistas
Notícia publicada dia: 19/06/2013
Iniciamos nossas matérias com os veteranos, passamos pelos mais graduados do grau 3, voltamos aos campeões do grau 1 e agora vamos aos iniciantes. As duplas que terminaram o XIV Campeonato Brasileiro tem em comum um certo receio, um medo que aos poucos o agility ajuda a minimizar.

Na foto ao lado Rae com Fritz e Marcela Checchia.

Vamos começar com Fritz, um cão resgatado da rua!!! Um exemplo. Rae Swen com Fritz (SRD) que começaram devagar, marcando apenas 34 pontinhos nas primeiras quatro etapas. Nas seguintes, seis, foram 350. Um desempenho que deu o título nas finais em Itú. Veja a entrevista que fizemos com Rae, onde ela conta a história de Fritz.

CBA: Fritz é um cão sem raça definida, nos conte um pouco da sua história até chegar ao agility?
RAE: O Fritz foi abandonado perto da nossa casa quando era adolescente, quando eu e meu marido o encontramos, estava apavorado. Resolvemos recolhê-lo. Como era muito ativo e fora de controle para ser doado, resolvemos ficar com ele. Primeiro eu ensinei obediência básica para ele e depois entrei num grupo de adestramento.  Haviam desafios enormes a ser superados, pois o Fritz tinha muito medo de ser abandonado e de outros cães, além de ter a atenção muito dispersa. No grupo ele venceu um pouco os dois medos.  Mas foi lá que descobri a paixão dele pelo brinquedo e assim consegui fixar a sua atenção em mim, me tornar mais interessante para ele.

Quando começei o agility ele já estava muito atento mas ainda muito inseguro.  Ele é muito sensível e no início estranhou quase todos os obstáculos. Felizmente, o brinquedo ajudou a animá-lo com obstáculos novos e aprendeu com facilidade.  Estou muito grata à Kay por ter me encorajado a fazer agility e me convencido que ele poderia sair bem nas provas e ao Zé e a Marcela por me ajudar e encorajar nas aulas e nas provas. Agora ele adora o agility e vai para as provas feliz, mesmo que a sua insegurança reapareça ao chegar ao local da prova.    Mas uma vez que ele começa uma pista, ele está muito concentrado e animado.

CBA: É o seu primeiro título no agility, como você está se sentindo?
RAE: Este título significa o sucesso que eu tive em enfrentar as inseguranças do Fritz 
e sair bem, mesmo num ambiente que é complicado para ele.  Ele ainda é inseguro, mais cada dia menos. Também representa a ligação de confiança e comunicação que melhorou através do agility. Ganhar o título foi apenas uma consequência destas coisas. Para mim, conseguir
o título com um cão que nunca teria sido escolhido para competir e ganhar serve como uma prova da capacidade do adestramento com respeito e compreensão e ilustra o ignorância das pessoas que preferem abandonar a ensinar cães com o potencial de ser bons companheiros e até campeões.

CBA: Quais os planos para o futuro?
RAE: Os meus planos para o futuro são de continuar aprendendo sobre o agility com Fritz e aproveitar a maior confiança dele para aprender a trabalhar a uma distância maior para conseguir aumentar a nossa velocidade. Também tenho uma cadelinha (também SRD da rua) que eu pretendo começar no agility logo. Mais importante que títulos futuros é me divertir e conseguir bons resultados com os cães que eu tenho.

...

Ana Burnier e Akira (Pastor de Shetland) venceram e unificaram também o título estadual com nacional vencendo o ranking do iniciantes Mini/Midi do XIV Brasileiro. Com altos e baixos intercalou bons finais de semana com não tão bons, marcando pontos em seis das dez etapas. Mesmo assim a vitória no ranking foi a continuação do trabalho que começou na V Copa Paulista. Veja abaixo a entrevista que fizemos com Ana:

Na foto ao lado é tanta gente tirando casquinha do pódio que... Ana é quem está com o cachorro, no caso Akira.

CBA: Quais os problemas que você enfrenta com a Akira, foi algo que você enfrentou do início ao fim da competição ou foi melhorando?
Ana Burnier: O maior problema com a Akira é o medo, os sustos que ela leva devido a uma não socialização completa.  Ou Seja, ela é maravilhosa e a culpa dos sustos é única e exclusivamente minha....Nós começamos a competir justamente para ela poder se acostumar com som, lugares, pessoas e em especial com o meu nervosismo.  Sei que passo meus medos e ansiedade e aí, não tem jeito.. ela acaba ficando mais ansiosa.  Tudo foi melhorando ao longo deste ano como iniciante.  Com as orientações do nosso coach fomos trabalhando exercícios de atenção, de condução e descobrindo formas de entrarmos a cada pista com mais sintonia.  Mas isso é do esporte, não se faz uma dupla de um dia pro outro.  O mais importante disso tudo foi vê-la latindo pela primeira vez em pista, feliz e focada, mesmo tendo me dado um perdido na casa da última pista de domingo... onde até agora tenho certeza que a culpa tb foi minha! kkkkk

CBA: Como é ser campeã logo na primeira temporada? 
Ana Burnier: Claro que muito feliz, foi um presente, um reconhecimento. O retorno do trabalho desde o primeiro treino.  Só tenho a agradecer a minha Kiririm, ao nosso Coach Tiago, ao meu marido e amigos  e a nossa escola, por todo o carinho e força passados nos treinos e nas provas.

CBA: Quando você viu que poderia ser campeã? Próximos passos?
Ana Burnier: Foi tudo apertado até o final e como na verdade o maior desafio é com vc e sua dupla, só realizei que dava quando terminou.  Mas é o começo pra gente e agora é treinar bastante, fazer os cursos que conseguir, continuar o trabalho e os deveres de casa que o nosso coach passa com a Akira para, a cada dia, ela estar mais feliz com a brincadeira e assim os resultados acontecerem naturalmente.

Fotos: Miguel Ferigatto

Parabéns pelos títulos, vocês serão com certeza grandes exemplos para os que entrarem em pista daqui para frente!

CBA


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