<b>Filho de Peixe...</b> - CBA - Comissão Brasileira de Agility
Filho de Peixe...
Notícia publicada dia: 06/03/2014
Desde que foram criadas as categorias fraldinhas e incentivo em diversos campeonatos o número de crianças conduzindo aumentou consideravelmente, mesmo que não competindo oficialmente. Sem carteiras de trabalho, sem preocupações e com muita diversão. Foto abaixo Pedro Lucas.

Porém existem aqueles que no caminho contrário já entram pela porta oficial desde cedo. Se você acha que Samy Wroblewski, Felipe Minet, Marta Pires começaram cedo o que dizer então da Mariana que começou aos 5 anos nas competições oficiais?

Final de semana do Campeonato Paranaense foram três duplas com condutores ainda na infância. A já citada Mariana, e a estreante Nicolle Schubert que já fez sua primeira prova subindo ao pódio e Yuri Lesnau.

Outros que também vem aparecendo bastante são Lívia e Théo. A primeira já esteve em pista oficialmente, e o segundo não competiu oficialmente, já esteve em provas do XV Brasileiro conduzindo na categoria Fraldinhas, bem como Lívia, e também estava no Paranaense e fez cão branco no iniciantes.

Mas o que há em comum entre essas e outras crianças que tão cedo interessaram-se pelo esporte ao ponto de treinar, viajar, entrar em pista para competir e muitas vezes não vencer, já que as regras são iguais para eles e os adultos.

Thomas

Não podemos falar de crianças no agility sem lembrar do Thomas, que até bem pouco tempo era o campeão brasileiro com menor idade. Conquistou seu primeiro título aos 7 anos, conduzindo Juju, como podemos ver na foto ao lado..

Convivência e Genética

Tarzan, o personagens das revistas em quadrinhos, os mais antigos vão lembrar, o homem macaco. Após a queda do avião no meio da floresta foi criado por macacos e achava que era um deles.

Claro que ninguém caiu de paraquédas na floresta de obstáculos, muito pior, nasceram nela e desde muito cedo convivem com o processo de treinos e competições, ao ponto de não entenderem o que é a vida sem o agility.

Vindos de famílias que começaram a fazer agility nos primórdios do esporte no Brasil, Felipe, Marta e Samy (dos clãs Minet, Pires e Wroblewski) começaram oficialmente no esporte por volta dos 12 anos, o que também ocorreu com Bruno Moreno e Gabriela Almeida que até hoje competem, já tem mais de 10 anos dentro do esporte, mas que são os pioneiros em suas famílias. Com passagens por competições internacionais como Mundial e Américas e Caribe, sem dúvidas o fato de estar em uma família que pratica agility ajudou, porém munidos da idade certa para aprender tornaram-se grandes condutores e treinadores. Na foto montagem acima, Samy e Marta.

Dá pra pintar um futuro muito promissor para esses condutores nascidos dentro de caixas transporte, que viram suas cadeirinhas dividindo espaço com cães no carro, brincando com os mesmos brinquedos dos irmãos de quatro patas e da mesma brincadeira.

Quem são eles

Mariana Nunes é sem dúvidas a que teve a maior exposição ao Agility, com tantos praticantes na família pra qualquer lado que ela olhe só vê isso. Foi campeã pela primeira vez com seis anos de idade. Batendo o recorde de Thomas e abrindo o caminho para essa novíssima geração de condutores mirins.

Livia Ferreira, filha do Eduardo Ferreira, é outra que segue os caminhos do pai dentro do esporte. Recentemente fez sua estréia com Jatobá, um cachorro complicado de conduzir, porque é cego de uma das vistas. Antes disso entrou no fraldinhas com Anita, um Schnauzer.

Nicolle Schubert, filha do Aurélio, desde muito nova treina os cães. Competir nunca foi algo possível já que no Rio Grande do Sul não ocorrem provas oficiais. Na 2ª etapa do I Campeonato Paranaense fez sua estréia oficial, foi ao pódio em primeiro lugar. No entanto um cão apenas não foi o bastante para ela, estava inscrita com dois!

Yuri Lesnau, não é filho de fato. Afilhado e sobrinho da Fernanda Lesnau começou a competir com 10 anos. Treina e entra com Spicy, um cão da raça Schipperke. Também começou no Paranaense, na primeira etapa. Está hoje na segunda posição no Ranking dos iniciantes Mini/Midi. Recebe todo apoio da tia e do tio Felipe Minet.

Théo Estigarribia ainda não foi pra pista com carteira de trabalho, mas já teve o gosto de conduzir três cães da família. Godura, Bola e Glee. Sempre acessorado por Vívian Razel, que acumula funções de mãe, treinadora e fonoaudióloga, deve começar a registrar os resultados oficiais em breve.

Temos ainda outros casos, como o de Pedro Lucas, filho de Adriano de Minas Gerais, que aparece na primeira foto desta matéria. Debutou nas pistas oficiais dentro do IX Carioca de Agility aos 10 anos, hoje com 11 compete no XV Brasileiro e Mineiro. Treinou ele mesmo seu cão com quem tem um vínculo muito forte.

João Victor que entrou em pista com Lilica, da raça Beagle, na 2ª etapa do I Paranaense. Os pais não competem, coube a ele começar a tradição, como podemos ver na foto abaixo. Manu, filha da Isabelle Lund é outro exemplo, figura fácil nos Matchs do Dog World e provas que ocorrem na escola, entra sempre na categoria Fraldinhas.

Só o tempo dirá

Marcos Victor é um caso  mais avançado. Se todos seguirem no esporte, esses que hoje tem de 7 a 10 anos estarão daqui a 10 anos com seus 17 a 20, igual ao condutor Paranaense que hoje está no grau 3 e tem também toda a família envolvida. Tanto Marco Polo quanto Neisa praticam. Ele começou quando tinha 12 anos de idade e hoje é condutor grau 3 com passagens por competições internacionais como Américas e Caribe e Open Europeu.

Como não podemos adiantar os relógios para saber do futuro, só nos resta esperar e torcer para que todos esses pequenos tenham grandes oportunidades e tornem-se bons competidores. Uma coisa é certa, no rítmo em que estão não dá pra dizer que são filhos de peixes.

No caso deles "filho de peixe, é tubarão".


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