<b>Raça do mês:</b> Schipperke - CBA - Comissão Brasileira de Agility
Raça do mês: Schipperke
Notícia publicada dia: 11/06/2008
Recentemente, passamos a encontramos nas pistas do Agility Brasileiro um pequeno pastor preto. É o Schipperke, o menor cão do grupo dos pastores. Embora a criação no Brasil ainda seja pequena, essa é mais uma raça comum no Agility mundo a fora e pouco tempo atrás vimos o primeiro Schipperke competindo no Brasil, o Pypo da Carol. 

Entrevistamos a Tammy St. Louis, uma treinadora canadense, Diana Kinnear, criadora canadense de Schipperkes, a Carol, que atualmente compete com o Pypo no Iniciante, e também a Fernanda, de Curitiba, que está treinando seu Schipperke, o Ty.

Vamos às perguntas!

CBA - Conte um pouco sobre o Schipperke.

Tammy – Eles são muito ativos e muito espertos, aprendem rápido se vocês estiverem treinando corretamente e parece que todos AMAM comida. Eu já mencionei que eles são muito ativos? (risos)

Diana - O Schipperke é realmente um cachorro completo – um cão trabalhador com cérebro. Eles PENSAM sobre aquilo que você está pedindo deles. E eles aprendem muito rápido. MAS uma vez que eles aprendem – eles precisam saber POR QUE eles precisam fazer isso para você. O que eles ganham com isso? Eles irão fazer você rir quando “zoarem” você – para deixar a brincadeira interessante para eles. Schipperkes são fortes e robustos – mas pequenos o suficiente para viajar para muitos lugares sem ocupar muito espaço. 

Fernanda - O Schipperke é considerado um cão pastor. Muitas vezes é chamado de mini Pastor Belga Groenendael, mas são duas raças distintas. A única cor aceita pelo padrão da FCI é a preta. É de tamanho pequeno, chegando no máximo a 34 cm. São cães fortes e musculosos e, apesar do tamanho, se acham enormes. Tem um temperamento forte e devem ser bem socializados, caso contrário se tornam arredios a estranhos e às vezes agressivos. Possuem o instinto de guarda muito forte.

Carol - O Schipperke é uma raça belga que apesar de pouco conhecida existe desde o século XVI, é uma variação pequena do cão que também originou o Pastor Belga Groenendael, daí tanta semelhança. Os Schipps são curiosos e incansáveis, ficam o dia inteiro atentos aos menores sinais de movimento e zanzando de lá pra cá. Até mesmo depois de muito exercício eles ainda têm energia para deitar perto da porta e espantar qualquer um que venha "perturbar" a segurança de sua família. São cães multi-uso e fazem de tudo: guarda, caça, companhia, adestramento, faro e até pastoreio. Odeiam o tédio e a chatice e, apesar de apegados aos donos, eles não farão nada que não valha a pena e não trabalharão a toa. 

CBA - O que te levou a ter um Schipperke?      

Tammy – Eu sempre tive raças grandes e eu queria uma raça pequena que pudesse se cuidar com os grandões e não se machucar. Esses carinhas são durões e DEFINITIVAMENTE aguentam os grandões. Eles não perdem muito pelo e são muito ativos, o que eu amo. 

Fernanda - Estava procurando um outro cão mini para o agility e que fosse de uma raça diferente. Pesquisando na internet conheci o Schipperke. Fiquei sabendo de um filhote que estava sendo treinado no Dog World e o conheci numa prova do Brasileiro, era o Pypo da Carol. Me apaixonei de cara. O cachorro era lindo e simpático. E ainda vi vídeos e fiquei sabendo que ele estava indo super bem nos treinos. Entrei em contato com alguns criadores, uns 2 na verdade pois não existem muitos aqui no Brasil, e pedi para um deles: quero o filhote mais doidinho que você tiver. E assim veio o Ty, mais doido impossível.

Carol - Primeiro eu queria um cachorro, qualquer cachorro! Haha. Eu queria um que brincasse, corresse e que fosse ligado em aprender (a verdade é que eu sempre gostei dos louquinhos), eu abominava a idéia de ter um cão só para fazer carinho e sentar assistindo tevê, mas eu morava em apartamento e ter um cão grande estava fora de questão. Foi aí que eu encontrei uma criadora de Schipperke no orkut, já conhecia a raça e comecei a conversar para descobrir um pouco mais. Pimba! Viajei até Itaipava para conhecer um exemplar pessoalmente e alguns meses depois o Pypo chegou!

CBA - Quando e como você começou no Agility com seu Schipperke?

Tammy – Eu vi o Agility um dia e achei que seria ótimo para meus cães, que eles adorariam. Nós tentamos, eles adoraram e todos foram muito bem, então eu comprei alguns obstáculos e comecei a dar aulas de Agility. 

Fernanda - O Ty chegou em julho de 2007, com 62 dias. Começamos a treinar na pista quando ele estava com 4 meses, mas antes trabalhamos comandos básicos e a vontade dele pelo brinquedo. Ele é alucinado por brinquedos de morder, um colega que é adestrador da polícia disse que ele daria um ótimo cão para o trabalho lá hehehe. Também ama comida, o que torna fácil o treinamento dele. 

Carol - Eu já conhecia o esporte da internet e vira e mexe eu via os anúncios de escolas na Cães & Cia, eu gostava muito de adestramento e secretamente eu já havia decidido que o meu cão praticaria agility. Fiquei convencendo meus pais enquanto ele ainda não podia sair na rua e foi só a vacinação acabar que ele já estava no DW. 

CBA - Quais as dificuldades você teve no treinamento do seu Schipperke?

Dianna – Um  Schipperke está no seu auge depois dos 3 anos de idade – antes disso, eles retêm muito as atitudes de filhotes, de brincar, correr, saltar. Só então eles começam a amadurecer. Eles melhoram com o tempo, muitos deles vencendo Best in Shows, os melhores lugares de Obediência e Agility depois dos 6 anos de idade. Então, eles demoram mas valem a pena. E eles geralmente vivem por um bom tempo – 12, 14, 16 anos é comum.

Tammy – Não foi muito difícil afinal, obediência é a chave para o sucesso. Eles já tinham uma boa obediência então “comunicação” é um bom começo, eles entenderem o que você quer. 

Fernanda - Por ele ter sido muito bem socializado, volta e meia saia correndo para festejar qualquer pessoa que estava na escola. Por ele ser pequeno (31cm) achei que não teria problemas com a zona de contato da passarela, mas estou tendo, ele pula mesmo! Agora terei que fazer um trabalho nisso. Acho que a única coisa que prejudica o treinamento e o desempenho do Ty no agility é seu tamanho. Ele é pequeno e quadrado, mas acho que conseguiremos bons resutados, pois a vontade dele trabalhar é grande.

Carol - Hahaha, essa é fácil! Concentração. No começo ele era ótimo, só recebia elogios e fazia tudo com a maior facilidade do mundo. Aí veio a adolescência... Eu fiquei fora do país por um tempo e quando voltei, ele nem queria saber de mim dentro da pista, aos poucos ele foi melhorando, mas se distraía por qualquer bobagem. Fiquei quase nove meses só pra focá-lo em pista e hoje ele parece estar curado, rs. A curiosidade é sempre um problema no treino dos Schipperkes, mas pessoas mais experientes conseguem driblar isso sem tanta dificuldade. Afinal, por mais que eu tivesse estudado todo material possível antes de adquiri-lo, eu ainda era uma marinheira de primeira viagem.

CBA – (Para Dianna) O que você espera dos filhotes de sua criação?

Dianna – Nas minhas ninhadas, eu procuro uma boa conformação, com estrutura forte para que possam trabalhar e um temperamento fabuloso. Um cachorro que possa viver em uma casa, que tenha vontade de agradar e de trabalhar. Mas eles precisam ser bonitos também. Saúde e genética são importantes também – controlo todos os problemas de saúde. Um schipperke precisa ser saudável para ser um cão de compania e de trabalho.

CBA - O que você aconselharia para alguém que deseja ter um Schipperke?

Dianna – Se alguém quer um Schipperke, procure por essas qualidades – beleza, inteligência, saúde e temperamento. Não há necessidade se contentar com menos. Uma linha que tenha sido selecionada para vencer títulos de exposição, obediência e Agility é com o que você deve começar – não aceite nada menos do que o melhor. 

Tammy – PESQUISE! Saiba o que você está pegando em termos de atividade, eles NÃO são a raça para todos, eles têm muita energia e podem ser muito destrutivos se não forem tratados adequadamente. 

Conheça vários exemplares da raça, se prepare para exercitar muito seu cão para deixa-los saudável e com a mente estável.

Fernanda - É uma raça maravilhosa! Não tem quem não se apaixone por eles. Só que são ligados na tomada o dia todo. Aconselho a raça para alguem que vá fazer alguma coisa com eles, senão a pessoa vai ter problemas na certa. Devem ser muito bem socializados também, caso contrário ficam tímidos e agem com agressividade. São ótimos com crianças, o meu brinca muito bem com meu sobrinho de 5 anos, se adoram.

Carol - Eles precisam de donos com mão firme e que disponham de tempo para gastar com o cão. Além disso, quanto mais experiente o dono melhor, mas eu sou a prova de que os inexperientes também conseguem dar um jeitinho. Não são carentes e um pouquinho de carinho e colo já é mais que suficiente, mas precisam de companhia e odeiam ficar sozinhos. Quanto aos cuidados o Schipp dispensa a maioria, eles realmente não precisam de banho (que em excesso prejudica sua pelagem característica) e as escovações só são mais necessárias para os exemplares de apartamento, nos outros se aconselha escovar a cada quinze dias para retirada de pêlos mortos e para manter o brilho da pelagem. Ah! Vale lembrar que a socialização é fundamental nessa raça que tem uma senhora facilidade para se tornar arredia ou até agressiva.

A CBA agradece a Tammy, a Diana, a Carol e a Fernanda pela atenção em responder as perguntas. Esperamos que tenham gostado de mais essa ótima raça para a prática do Agility!

Até a próxima com mais uma Raça do Mês!

Renan Campos


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