<b>Na secretaria:</b> com Cibele - CBA - Comissão Brasileira de Agility
Na secretaria: com Cibele
Notícia publicada dia: 04/01/2009
Fundamental para o funcionamento das provas, a Secretaria da CBA está sempre presente e trabalhando duro. Quem vê a prova acontecer não sabe quanto tempo antes o trabalho da Secretaria começa e quanto ele se estende após o final das competições, entre súmulas, planilhas, pagamentos e vacinas. Quem sai da prova muitas vezes não vê quem fica até mais tarde, ocupados terminando todos os resultados.

Para que todos conheçam mais esse importante “pedaço” do Agility brasileiro, entrevistamos a Cibele.


“Comecei a trabalhar na secretaria quando faltavam alguns meses para o AM&C que o Brasil iria sediar, em 2002.

O Dan pediu para algumas escolas indicarem pessoas que quisessem colaborar com o evento e na época o Mauro me indicou junto com a Vera (a da Alaska) para ajudar na secretaria (inclusive fiquei muito brava, pois ele não havia nem me consultado quando falou com o Dan). Não conhecia ninguém do agility, fora o pessoal da escola, muito menos o pessoal que trabalhava e estava na secretaria já algum tempo.

Foi quando conheci pessoas como o Sam, a Cilinha, a Mi, o Giba, o Dan, entre outras. A Vera e eu começamos ajudando a Mi e a Cilinha, mas eu não gostava muito.

Eram muitos cães e condutores e para mim tudo era muito confuso e igual, achava todos os Borders com a mesma cara e trocava todos os nomes. Sem contar que era tudo muito primitivo, tudo feito na mão, só tinha um computador sem um programa adequado onde eram feitas as planilhas e os resultados eram passados para o computador e impressos.

Eu não via à hora de acabarem as provas, ficava muito estressada, aquele monte de gente na secretaria falando ao mesmo tempo, os condutores saindo da pista e querendo saber qual o tempo deles, enfim, se não fosse pela paciência da Vera, da Cilinha e da Mi, teria desistido.

Mas a Vera como fazia plantão, tinha alguns domingos que não podia comparecer, e eu ficava com a Cilinha e com a Mi, e assim fui me virando.

Até que numa prova na Imigrantes, não sei o que aconteceu, a Cilinha não foi, era plantão da Vera e a Mi e o Giba não foram também, e quando me vi sozinha, comecei a chorar. O Dan e o Sam vieram conversar comigo dizendo que nós três teríamos que tocar a prova e que eles iriam me dar todo o apoio que eu precisasse. Não tinha como sair dessa e assim fizemos a prova. Com a ajuda deles e de Deus, tudo deu certo.

Passei a confiar no meu trabalho e gostar do que fazia.

E assim formamos a secretaria do AM&C (a Cecília era da veterinária, mas ajudava na secretaria também).

Depois de algum tempo a Mi e o Giba saíram e a Vera também, ficando a Cilinha, a Cecília e eu. Foi quando convidei a Magali para ajudar. Formamos um quarteto que deixou muitas saudades, pois a gente trabalhava muito e se divertia mais ainda.

Naquela época, tínhamos os coletes e a Belinha, mulher do Marcão, também ajudava.

Nós tínhamos que ter muita gente, pois além dos coletes, tinham as carteiras de trabalho, as súmulas, os resultados, as planilhas e os resultados que tinham que ser anotados um a um à mão, não só nas planilhas, como nas carteiras. Mas nosso trabalho era todo dividido, pois cada uma sabia o que fazer e assim não sobrecarregava ninguém, embora já houvesse um programa que dava os resultados.

Todos os condutores que iriam participar da prova eram obrigados a passar na secretaria com o cão para o exame veterinário e deixar as carteiras de trabalho e confirmar os depósitos. Tínhamos uma planilha com as duplas inscritas e na hora procurávamos o nome do condutor para dar baixa no pagamento. Sem contar que muita gente não conseguia fazer o depósito e queria pagar na hora. Imagina o tamanho da fila, sem dizer que quando a prova acabava todos queriam as carteiras prontas para ir embora.

Foi quando as “meninas da secretaria”, como éramos chamadas (Cilinha, Cecília, Magali e eu) resolveram fazer algumas mudanças, não só para facilitar os condutores, como para a secretaria também.

Começamos a implantar o sistema das escolas mandarem uma pessoa para comprovar os pagamentos e entregarem as carteiras de trabalho, já que também não havia mais a necessidade do exame veterinário.

Depois resolvemos que as escolas fariam um depósito único de acordo com as inscrições e os mesmos seriam comprovados por fax ou e-mail.

Tudo estava ficando mais ágil. As escolas só nos entregavam no dia da prova, uma pasta com as carteiras de trabalho e vacina se houvesse alguma vencida. E assim que as provas iriam terminando, e os resultados já prontos, íamos guardando as carteiras dentro das tais pastas, isso sem esquecer que precisávamos que os juízes assinassem as carteiras, o que atrasava um pouco a devolução das mesmas.

Mas quando o Artur chegou para morar no Brasil, trouxe na bagagem algumas novidades. Uma delas foi um programa para a secretaria.

A princípio, ficamos um pouco bravas, já que o nosso método estava funcionando mais do que perfeito e não víamos a necessidade de uma mudança. O Artur implantou além das planilhas com os resultados combinados, as etiquetas com os resultados já saiam prontinhas, e era só colar na carteira de trabalho no final das provas. Eu principalmente achei que ficaria mais confuso, mas deu super certo.

O tempo foi passando, o pessoal saindo da secretaria, mudança do presidente da CBA, nova secretaria assumindo e eu já não sabia se ficava ou não, estava tão acostumada com o método antigo e com a nossa equipe, que pensei em desistir.

Um dia o Ernesto me ligou convidando para fazer parte dessa nova secretaria e lá estava eu de novo. E mais novidades vieram, entre elas as carteiras eletrônicas. Tudo ficou muito fácil, inclusive não precisávamos mais de tanta gente trabalhando (o Artur falava isso e eu também não acreditava muito) e que duas pessoas eram suficientes para a secretaria, e hoje trabalhamos assim, apesar de podermos contar com os auxiliares, cronometristas e até da Annie quando está em São Paulo, para ajudar na locução.

A secretaria esta completamente informatizada e foi em muito pouco tempo.

Até o preenchimento das súmulas com o nome do condutor, cão, juízes e outras informações necessárias que eu fazia um dia antes da prova à mão, agora graças a Val e ao Guilherme que desenvolveram um programinha, são feitas no computador e já estão sendo testadas nas provas.

Quando se fala em secretaria, não se pode deixar de falar em tudo que ela envolve, tanto antes, quanto durante e depois de uma prova.

Muitas pessoas não sabem o que é preparar uma prova, mesmo porque como ninguém vive de agility e muito menos de fazer provas, a maioria trabalha com outra atividade, isso sem contar a família e a nossa casa. Mas quando a gente gosta daquilo que faz, sempre sobra um tempinho.

Quanto às escolas, elas nos ajudaram muito. Sei que para elas, principalmente em se tratando de uma escola grande, é complicado juntar o pagamento de todo mundo, fazer as inscrições de todos que irão competir, comprovar os mesmos, tudo dentro de um prazo pré determinado, não é fácil.

O responsável pela escola deve informar aos novos condutores tudo o que precisa ser feito quando ele for competir pela 1ª vez, como o preenchimento do cadastro, as vacinas que precisam ser apresentadas, xérox do pedigree (se for o caso), pois nem todos sabem.

Quanto ao AM&C em 2009, tenho certeza que a nossa secretaria vai dar show, pois já tivemos uma amostra nas últimas etapas do Brasileiro onde os resultados saiam e junto com eles a posição de cada condutor no ranking geral.

Vamos fazer um grande evento, como foi em 2002 aqui no Brasil, claro que nas devidas proporções, ainda mais agora que temos alguns títulos a honrar.

Nunca estive em nenhum AM&C fora do Brasil, mas pelo que houví falar em termos de secretaria, estamos há anos luz de muitos países.

Vamos mostrar aos países que aqui vierem para competir, que o agility brasileiro não se desenvolveu apenas nas pistas, mas cresceu em todos os sentidos, e que também somos campeões em nível de organização e secretaria.

Gostaria que todos soubessem que tudo que fizemos, foi feito com muito esforço, dedicação e amor para que tudo saísse da melhor maneira possível.

E se nem sempre conseguimos acertar ou agradar todo mundo, pelo menos tentamos. Agradeço à todos pela confiança, credibilidade, respeito e principalmente pelo carinho e amizade durante todos esses anos.”

Cibele

*Introdução: Renan Campos
renan@agilitybr.com.br

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