<b>Cães históricos:</b> Tyller - CBA - Comissão Brasileira de Agility
Cães históricos: Tyller
Notícia publicada dia: 07/05/2009
No “Cães Históricos”, iremos homenagear agora o Tyller, um dos cães com mais tempo em atividade e que conquistou muitos títulos na categoria Midi. Enumerando “alguns”, temos:

· Tri Campeão Paulista
· 2x Vice Campeão Paulista
· Campeão Brasileiro
· Vice Campeão Brasileiro e um 3º colocado
· Vice Campeão da Copa CBA
· Vice da Copa do Brasil
· Campeão do Américas e Caribe 2008
· Campeão do Aberto das Américas & Caribe 2008 (time e Individual)
· 3º lugar no Aberto das Américas & Caribe 2009
· 4º lugar no Aberto das Américas & Caribe 2009 (time)
· 2º lugar das Américas & Caribe FCI 2009 Individual

Além dos resultados em Mundiais de Agility:

· 10º colocado no individual do Mundial da Espanha, com o 8º lugar na pista de Agility
· 8º colocado por times no Mundial da Espanha
· 3º lugar no Mundial da Noruega por times
· 6º lugar no Mundial da Finlândia por times

Portanto, conheça mais sobre o Tyller, nesse texto da entrevista feita com o Alex.

“Iniciei no Agility por brincadeira em 98 com um Pastor Alemão e um Dobermann. Em 2000, comecei a competir com uma Poodle, a Nina, que era não homologada. Na época os cães que não tinham pedigree, competiam em categoria separadas (e com ela conquistei meu primeiro AM &C). Por este motivo resolvi adquirir outro cão, e por sempre ter gostado dos Collies, quando vi o Pastor de Shetland fiquei muito interessado, primeiro pelo desempenho que tinham nas pistas de Agility e segundo pela sua aparência. Foi ai que decidi que esse seria o meu cão.

Na época, existiam pouquíssimos Shelties no Agility, O Mike que competia com 2 fêmeas e a Eliana que competia com o Donald, e ela me indicou o criador dele. Assim, eu fui até Niterói buscar o Tyller.

Desde que peguei o Tyller até hoje muita coisa mudou no Agility, principalmente na questão de treinamento. Com Shelties é comum termos alguns problemas de treinamento e com o Tyller não foi diferente, ele passou pelo medo das pistas que junto com o Mauro, depois de muito trabalho e paciência, consegui resolver e a partir daí foi só evolução.

Lembro que no inicio dos treinamentos usamos muitas retas para que ganhássemos velocidade e motivação. Isso reflete no Tyller até hoje, pois o ponto onde o Tyller mais perde tempo é nas curvas e retomadas, já que aprendeu a saltar “para frente”. Além disso, muito mudou também com relação às zonas de contato. ”Apanhamos” muito com a Rampa A do Tyller, ele já deve ter feito todos os tipos possíveis de zona de contato na Rampa A (risos). Usamos arco, fio de nylon, corrida, parando, target, enfim. A única coisa que resolveu acabou sendo o arco mesmo!

Uma passagem triste que tive com ele foi que logo no início, tínhamos apenas as categorias Mini e a Standard, nessa época existia uma grande tolerância com relação aos cães e os seus tamanhos, isto é, “independente” do tamanho, um Pastor de Shetland, um Poodle, um Cocker era Mini. Com o inicio da categoria Midi, houve as medições, e o Tyller foi medido errado. Na hora reclamei, briguei, enfim, mediram, remediram, e consideraram o Tyller um cão Standard. Acho que essa foi a parte mais cruel da carreira dele, ficar quase um ano competindo no Standard, saltando uma altura muito maior que ele. Depois de algum tempo, com a ajuda do Dan (que sempre ajudou muito quando eu precisei), em uma prova no Centro de Exposições Imigrantes, onde acontecia também uma exposição de estrutura, fomos atrás de um juiz de Beleza conversar, e ele mediu o Tyller, comprovando depois que na verdade ele era menor que 43 cm e assim da categoria Midi. Porém sempre ficou aquele estigma de que o Tyller era um cachorro grande, um cão standard, mas na verdade ele tem 41, 42 cm. No Mundial ele foi medido novamente e confesso que fiquei bem preocupado! No final deu tudo certo lá também e confirmaram a medição daqui do Brasil e ele competiu no Midi com excelente resultado. Acho que essa foi a única parte triste da minha história com o Tyller. A partir daí, precisamos nos adequar aos novos tempos, novas formas de condução e novos tipos de exercícios. O Tyller é um cão magnífico!

Por outro lado, um dos momentos mais felizes com ele foi no Mundial da Espanha. Eu posso dizer que esse primeiro Mundial em 2005, foi a realização de um sonho, saí do Brasil sem idéia do que encontraria, nós conseguimos no Agility o 8º melhor tempo da prova de Agility individual e no Combinado ficamos em 10º lugar, isso foi totalmente inesperado, fiquei muito feliz e senti como se tivesse vencido o Mundial! Além de a certeza da missão cumprida.

Claro que nunca vou esquecer do momento mais feliz e marcante da história do Tyller, que foi o Mundial de 2007, na Noruega, onde conseguimos o 3º lugar por Times Midi. Foi totalmente inesperado! No Agility, havíamos acabado em 6º lugar e no Jumping, após nossa passagem, percebemos que estávamos com chances de algum pódio. Nós estávamos na mão dos Estados Unidos e eles acabaram cometendo algumas faltas, e então éramos o 3º lugar no Mundo, sem comentários! Você não imagina poder estar em um pódio de Mundial, e estar lá com ele foi espetacular!

O Tyller está com a missão cumprida, eu vejo que ele gosta de fazer, faz latindo e com vontade, não consegue fazer o tempo dos cães mais novos, mas está sempre no pódio. Minha preocupação maior é com a saúde dele, enquanto ele estiver com saúde, com vontade de competir ele vai continuar. Se der, tentarei competir em mais esse Mundial, estamos na pré-seleção novamente e dependeremos da decisão do Zezinho (técnico da seleção). Ai sim com certeza será uma despedida. Mas pretendo continuar curtindo com ele mais um pouco.

Para mim, ainda tenho o Skipper, que está com 5 anos, ainda tenho um bom tempo com ele, e um filhote do Tyller, o Sky, que tem um temperamento fantástico. Temos muito trabalho pela frente e não iremos parar tão cedo!

Em relação a homenagem ao Tyller na Copa CBA, achei que seria só mais uma pista, mas quando entrei com todos gritando e aplaudindo, realmente foi uma emoção à parte. Foi algo diferente, muito gostoso. E o Tyller deve ter sentido isso também, eu o senti correndo mais, ele estava diferente, não podemos saber o que foi aquele momento pra ele também, além de mais uma pista. Foi uma das pistas mais gostosas que eu já fiz, foi uma emoção única!”

Alex Schcolnik

*Introdução: Renan Campos

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